domingo, 1 de agosto de 2010

Artigo para o Dia dos Pais.

Lá no Tribunal temos um informativo, que além das notícias do trabalho das unidades tem uma área chamada "Prata da Casa", como o mês de agosto é o dos pais, uma amiga que é responsável pela editoração do informativo me convidou para escrever um texto sobre ser pai. É o que segue abaixo:

"Nunca sonhei em ser pai, mas sempre soube que o seria, pois via a paternidade como o caminho natural da vida: namorei, noivei, casei e virei pai. Não entendo aqueles que se casam e não desejam ter filhos, mas cada um sabe o que é melhor para si, ou não. Quem ainda não é pai, não sabe a imensa felicidade que advém dessa condição, não sabe o que está perdendo. Tenho 39 anos e dois filhos: Guilherme (5 anos) e Giovanna (3 anos) - e não consigo mais imaginar minha vida sem eles, deixo qualquer programa para ficar com eles, seja sair para a balada ou assistir ao jogo do Flamengo na TV.

Quando eu era criança, as meninas, em especial, tinham o hábilo de colecionar as figurinhas "Amar é...". Elas bem que podiam se chamar"Ser pai é...", afinal ser pai é amar seu filho/filha incondicionalmente.

Não basta colocar os filhos em uma boa escola e leválos e buscá-los, é preciso participar ativamente da vida escolar das crianças. Não basta dar brinquedos, é preciso sentar e brincar. Em suma, não basta ser pai, tem que participar. Eu busco seguir esse lema à risca. Uma de minhas cunhadas me diz sempre que a única festa da escola à qual eu não compareço é o Dias das Mães... ela está certa. Teve festa, reunião ou no dia-a-dia, lá estou eu.

Há algum tempo recebi um e-mail com o vídeo "What is it?", que mostrava a conversa de um pai já idoso, com seu filho adulto e me inspirei em escrever um blog onde relato o dia-a-dia com meus filhos. Não divulguei o endereço, pois esse blog se dirige apenas aos meus filhos, para que quando eles tenham idade, possam ler e saber como o pai desles percebeu os dias em família. Lamentavelmente, demorei para ter esta ideia, melhor teria sido iniciar o blog no dia em que soube que seria pai, mas antes tarde do que nunca, e ainda tenho muito o que escrever...

A paternidade, contudo, me deixou meio molenga e chorão, não nos momentos de necessidade, quando meus filhos estão doentes ou se machucam, nesses sou forte e lúcido, e tenho calma para resolver o que for preciso. Mas sim, nos momentos de alegria, por exemplo, quando Guilherme ganhou sua primeira competição de natação, ou quando Giovanna vem correndo para mim me abraça e me me beija e diz "Papai, eu te amo", nesses momentos me esforço para segurar o choro.

Afinal, ser pai é bom de mais!

"Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa do que a necessidade de se sentir protegido por um pai." Sigmund Freud"

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